domingo, 12 de julho de 2009

Expectativas

A expressão da apresentadora do programa quando o David Marçal mencionou que os Cientistas ao Palco incluem Stand-up comedy representa quanto as pessoas acham surpreendente a possibilidade de investigadores terem piada. De fazerem teatro em geral, cómico em particular. De fazerem o que quer que seja fora da ciência, na realidade.

Os cientistas que sobem connosco ao palco não apenas têm tempo para os ensaios artísticos como se dedicam ao remo, canoagem, patinagem artística, danças latino-americanas, dança contemporânea, danças tradicionais, tai-chi, montar a cavalo e apanhar potros selvagens, escalada, natação e pilates. Cozinham para os amigos, mergulham até às profundezas do oceano ou sobem aos céus para cairem de pára-quedas. Para além de uma praticante de taekwondo pronta a criar-vos uma abertura especial para estes temas.

No entanto a maioria das pessoas mais facilmente estará à espera da inquisição espanhola que a vê-los brilhar.





A nossa principal arma é a surpresa; a supresa e a qualidade. As nossas principais armas são a surpresa, a qualidade dos espectáculos e a capacidade de entertenimento. Três, são três armas principais. Quatro, com o rigor científico. Temos quatro armas.

Quem dá mais?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ensaios de Teatro Fórum em Lisboa

Os cientistas ao fórum no palco do Fórum Lisboa (sim, adoramos pleonasmos)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cientistas no Facebook


Os cientistas ao palco não são os únicos a usarem as novas tecnologias para se mostrarem e multiplicarem aos olhos do mundo.

Há vários grupos muito interessantes a visitar nessa plataforma social; desde logo o Top 10 reasons why you should date a Scientist! A saber:

10 - The world revolves around Scientists, we know how everything works!

9 - We are over-exposed to latex and have become very tolerable

8 - We are "Oh so smart" you'll never be mentally bored with us... So you wanna know why your poo is brown?

7 - All this thinking we do is terribly draining, so we like to be physically challenged & EXPERIMENT too!

6 - There's no need to see a doctor when you're with us, we've seen & tested just about every bacterial disease there is!

5 - We're physiologically knowledgeable, if you're unhappy about a physical feature, we can Genetically Modify YOU

4 - We can hook you up with all the essential party goods... dry ice, Eppie bombs and a shit load of combustible materials. What more could you want?

3 - We look extremely cute in our white lab coats, especially when we wear nothing underneath

2 - You will sound just as smart as us if you say you're dating a Scientist!

1 - Because if you leave us, we'll willingly use you as a lab rat & inject a virus in you


Há também o We're scientists and we're sexy, já com 17.283 membros (não sabemos se todos cientistas sexys ou pessoas que acreditam ser possível encontrá-los e na internet, mas já temos um agente em campo e prometemos notícias em breve).

Interessante descobrir o We look so sexy in our labcoats, we need goggles... for protection, com mais de 24 mil membros - o que deixou felizes os produtores e distribuidores de óculos de protecção.

Não deixem de passar no informativo You know you've worked too long in a lab when, que tem uma listagem de já 84 itens que permitem fazer o diagnóstico - este conta quase com 40 mil membros.

Gostaríamos de salientar o sintoma nº11: When a non-scientist asks you what you do for a living you roll your eyes and talk science at them until they've loss the will to live (mainly for fun). Garantimos que nenhum dos participantes da Noite dos Investigadores sofre deste problema, e que ninguém, repito ninguém, corre perigo de vida no dia 25 de Setembro.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O palco dos cientistas em Lisboa

O palco do anfiteatro visto das centrais

De um lado





Do outro

E o que verão os cientistas ao palco


Dia 25 de Setembro lá estaremos.



Anfiteatro dos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian
2 de Julho 2009
Fotografias: David Marçal

domingo, 5 de julho de 2009

Cientistas cómicos??!? Ahahaha!

Ensaio dos Cientistas de pé, no Fórum Lisboa.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Workshop Career Paths no Instituto Gulbenkian de Ciência

Sabia que apenas 1 em cada 5 doutorados prosseguem carreiras na academia?

Durante 4 dias discutir-se-ão em Oeiras as diferentes vias profissionais que os doutorados podem vir a ter- a vida para além dos Institutos e Universidades.

Entre os palestrantes convidados estão

De 6 a 9 de Julho, no Instituto Gulbenkian de Ciência. Toda a informação e inscrições aqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (4)

Disto?


Ou disto?


Uma questão com que a maioria dos investigadores se debate nalguma fase da sua carreira é a de ficar ou ir embora. Ou a de ficar lá, nesse grande país que é o estrangeiro, ou voltar para cá, seguindo o chamamento atlântico da costa oeste da Europa.

Nos últimos anos tem havido crescimento e investimento nos institutos de investigação em Portugal, tornando mais apelativa a carreira nacional. No entanto, a experiência ainda que temporária noutro grupo num país que não o seu é enriquecedor tanto do ponto de vista científico como pessoal.

Em 2000 a União Europeia criou a ERA - European Research Area, uma plataforma para contribuir para a competitividade da investigação científica europeia, aumentando a interacção entre Estados-Membros na partilha de conhecimento, infraestruturas, técnicas e pessoas de forma a estimular e propiciar o sucesso na produção, transferência, partilha e divulgação dos conhecimentos e desenvolvimento tecnológico, contribuindo também com e para a progressão na carreira dos investigadores dos Estados Membros.

Na Carta Europeia do Investigador, documento de 2005 onde se estabelecem princípios e requisitos gerais que devem definir os papéis, responsabilidades e direitos dos investigadores e das entidades empregadoras e/ou financiadoras pode também ler-se que


Do outro lado da balança: clima, gastronomia, família e amigos.

Ir ou ficar?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cientistas ao Palco em Oeiras

Este sábado, dia 20 de Junho, entre as 14h e as 19h30 actividades dos cientistas que se juntam à festa do 250º aniversário - Celebrar Oeiras

Às 18h00 no Palco Família - Cientistas ao Fórum e Cientistas de Pé

O grupo do Teatro Fórum irá recriar todo o processo de criação de um espectáculo: o que é o teatro fórum? o recrutamento dos actores/cientistas; os ensaios; a cena de fórum. Será aberto a perguntas e discussão com a plateia. Para terminar, actuarão os cientistas-de-pé – stand-up comedy por cientistas!

E das 14h00 às 18h00 na Zona Futuro tragam as crianças para meter a mão na massa científica

O DNA de morango – invisível? Não, senhor!
Uma experiência simples que permite extrair e visualizar o DNA de morango. Recorrendo a produtos domésticos – morangos, detergente da loiça, sal de cozinha, filtros de café e álcool – crianças e adultos reproduzem o processo de extracção de DNA utilizado pelos cientistas, podendo levar o DNA para casa, para guardar para sempre!


Células de plasticina
Somos formados por triliões de células...não são todas iguais: têm formas diferentes e fazem coisas diferentes. As células do sangue transportam oxigénio; as do músculo da perna ajudam-nos a dar pontapés na bola. Com plasticina de várias cores, crianças e adultos podem experimentar construir células diferentes, para levar para casa.

O código dos genomas em gomas
A molécula de DNA funciona como uma receita para fazer um ser vivo. Através de um código químico representado pelas letras A, T, C e G é possível construir todas as proteínas que fazem um organismo. A informação contida no DNA pode ser copiada para uma nova molécula de DNA e desta para outra, e outra, até ao infinito, mantendo sempre a mesma receita. Usando gomas de várias cores, crianças e adultos vão poder explorar o que a torna o DNA uma molécula tão especial.

Olhando para dentro de uma molécula
Desde a água ao DNA, o nosso mundo é feito de muitas moléculas diferentes. Através de modelos simples e simulações em computador crianças e adultos poderão entrar na dimensão molecular e conhecer algumas das moléculas de que ainda se procura conhecer a estrutura.

Pelo IGC e ITQB

quinta-feira, 11 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (3)

Disto?



Ou disto?



Nos ensaios do Teatro-Fórum continuamos a explorar o que pensam dos cientistas os que não fazem ciência, bem como o que significa progressão na carreira para alguém que investiga, descobre, descodifica e comunica.


Para além do trabalho de pesquisa, investigação e descoberta os cientistas têm de conseguir comunicar a dois níveis:
1. Para os seus pares - em artigos, congressos ou encontros, para não apenas demarcarem o seu território de inovação como para se submeterem ao julgamento de quem também é especialista na mesma área. O processo de discussão e reconhecimento pelos demais é uma das pedras basilares da credibilidade dos dados, sua recolha e validade científica junto da comunidade.
2. Para o público em geral - tentando assegurar que as suas conclusões, mesmo as que parecem mais eclatantes e atraentes para os media em geral, não seja deturpados ou mal-lidos pelos leigos na matéria.


Conseguindo fazer ambas as coisas com sucesso, Yours is the Earth and everything that's on it, and - which is more - you'll be a Scientist, my son!*

Lembramos isso na altura em que tanto se fala da Ida por todos os lados (a esse respeito vale a pena ler o artigo que saiu na PLoS e a análise da comunicação dos respectivos resultados nos media no Público), da alteração do código genético das Candida albicans (na Nature e no Público) e na semana da atribuição do Prémio Príncipe das Asturias das Ciências Sociais a David Attenborough (também há o da Investigação Científica e Tecnológica).


"Nós não estamos a alegar que [a Ida] é o nosso ancestral directo. Isso é de mais. Nós só existimos há poucos milhões de anos e a Ida esteve viva há 47 milhões de anos." Mas o cientista Jorn Hurum assume o espectáculo, que aliás, já tinha sido utilizado no Predador X, que segundo o paleontólogo é a melhor forma de pôr os miúdos interessados em paleontologia. "Qualquer banda pop ou atleta faz o mesmo tipo de coisas. Nós, na ciência, temos que começar a pensar da mesma forma", disse, citado pela "Times Online". (daqui)


Temos?
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

A importância de se chamar bolseiro

António Câmara, CEO da Ydreams, sobre o impacto dos bolseiros no Grupo de Análise de Sistemas Ambientais (GASA) da Universidade Nova de Lisboa fundamentais na geração do conhecimento e formação da massa crítica que permitiram a construção da Ydreams e de outras empresas de base científica.

Entrevistado por David Marçal, com imagem de André Levy, na III Conferência de Emprego Científico

quarta-feira, 3 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (2)

Disto?

ou disto?



Há muitas maneiras de se começar a ser cientista, mas a maioria começa com uma bolsa. Não é a bolsa que faz deles investigadores, mas é o que lhes paga as contas. Para informações sobre este assunto podem consultar o site da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e aceder ao Guia do Bolseiro da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica.

A maioria dos jovens investigadores científicos são efectivamente bolseiros, e cada vez mais. O que não significa que sejam estudantes: são trabalhadores em ciência e/ou tecnologia, sempre em formação como qualquer bom profissional de qualquer área. Apesar de não auferirem subsídio de férias ou de Natal. Mas têm férias. E Natal.

Há quem acumule essa função com a docência no Ensino Superior, o que significa uma carga às vezes bem pesada. Dar aulas é muito mais do que as horas na sala de aulas, implica preparação e seguimento dos estudantes e sua avaliação. E o tempo que não estica, que não estica.

No grupo de trabalho de Teatro-Fórum temos bolseiros para todos os gostos e feitios, e de várias áreas científicas - e mulheres em larga maioria. Porque será?
Texto: Joana LA
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Repto aos não-cientistas: Qual a vossa imagem da vida amorosa de um cientista?


Imagem do calendário erótico da Federación de Jovenes Investigadores / Precarios

Uma cientista do grupo de stand-up lançou este repto aos seus amigos e familiares. Todas as respostas recebidas até agora. Anónimas, apenas com indicação de genéro. Deixe-nos também a sua, na caixa de comentários!

(Masculino ; Feminino)
1.
Assim sinceramente (e não pensando em nenhum cientista em especial, nem em ti) os cientistas não têm uma vida amorosa normal? Isto é dentro das anormalidades que o amor implica obviamente! ou seja, uma vez que um cientista é um ser humano normal, tal como qualquer outro, acho que tem uma vida amoraosa normal! Por isso priminha, fica descansada!!! És normal como os outros!! :) F
2.
Como as enzimas, uns "enzima" dos outros bem juntinhos, como cadeias de DNA e barulhentos como electroes: Planck planck planck! F
3.
Acho que é cheia de experiencias M
4.
Eu acho que tu namoras com uma amiba M
5.
A vida amorosa de um cientistas deve envolver muita química... F
6.
Acho que dedicam demasiado tempo ao trabalho passando a vida amorosa para segundo plano. Depois como não sabem lidar com a vida amorosa, afastam-se das pessoas. M
7.
Pelo que conheço dos cientista de hoje em dia são em geral pessoas com a mentalidade aberta e pouco agarrados a tradições como o casamento. Geralmente vivem maritalmente ou sós. Como cientistas viajam bastante e por vezes por periodos alargados, como um ano ou mais. Muitos cientistas que conheço conseguem manter uma relação apesar de estarem muito tempo à distancia. M
8.
Eu acho que o Einstein era menino para se “esquecer” da função física se uma função diferencial lhe acometesse a mente.
Acho que o Darwin deveria supre activo para melhorar a evolução. Talvez tentasse variadíssimas posições e situações para estimular a variedade.
O Custeau fá-lo-ia, garantidamente no mar.
O Pasteur, só depois de devidamente limpo e esterilizado. Ele a companheira, a cama, o quarto e, provavelmente, em ambiente de subpressão com entrada Eppa.
O John Watson, em espiral. E sempre, duplamente.
O Descartes pararia para pensar, cogitar.
O Damásio nem pensaria.
Platão fá-lo-ia atrás de um lençol iluminado - para projectar as sombras.
Arquimedes numa banheira.
Maxwel em saca rolhas
Pierre Curie... por rádio (hoje, talvez internet)
Mas o mais explosivo, sexualmente seria, sem dúvida, o Nobel! Verdadeira dinamite. M
9.
“Para mim a vida amorosa de um cientista deve ser muito metódica :D Tudo com procedimentos bem definidos, rotinas escalpelizadas, e tudo com muita sustentação teórica :)
Bem, acho que se for um cientista NO EXAGERO DA PALAVRA (Aquele que é tipo cientista-maluco) a sua vida amorosa deverá ser uma vida em que devido ao seu horário de trabalho não rígido, deverá ter alguns problemas no que diz respeito à busca do seu grande amor e mesmona sustentação familiar de um relacionamento presente. Isto pq o seu horário muitas vezes o condiciona a ele e faz com que ele se interesse e se entusiasme por vezes demais no seu trabalho e menos um pouco na sua família. Um cientista é tão metódico e tão com os procedimentos bem definidos que via tudo o que tivesse a ver com a mulher relacionado com a ciência, ou seja, instigar-se sempre com o “porque”, (pq é k a mulher é assim? Pq é k a mulher tem tt necessidade de falar? Pk é k a mulher tem tanta necessidade de se vestir bem e de ser vaidosa? Pk é k a mulher tem necessidade de dizer mal das outras)…. E também com o “Como” (como é k a conquistarei? Como é k a mulher terá mais prazer? Como é k a posso levar a jantar?) e o “o que é? (O que é k a faz gostar mais de mim? O que é o prazer? O que é o amor? O que é o carinho”) M
10.
Bom, em primeiro há que salientar a qualidade da língua de um cientista. É impressionante o inglês técnico que dominam e mais impressionante ainda é que o utilizam (tb para mostrarem que o possuem) durante todo o tempo da “vida amorosa”, falam em estrangeiro que só eles devem perceber. Um cientista em que país for é sempre um estrangeiro.
O segundo ponto é ainda mais estranho, nos finais dos actos amorosos da “vida amorosa” é normal que aconteçam coisas, hummmm…, “diferentes”, que nos os leigos (não cientistas) achamos normais e deixamo-nos estar todos contentes sentados no sofá. Agora não é normal no fim ir a correr para o Google para se tentar provar o quer que tenha acontecido, é pá, quebra a parte amorosa. Tirando isso acho normal. M
11.
Conseguem manter as ditas relações, mesmo com grandes períodos de ausência, uma vez que SE ESQUECEM que têm essas relações! (a ideia do cientista alienado do mundo). se vivem sós é porque não encontraram ninguém que aturasse as quebras para idas ao google! F
12.
Bastante farta e experimental. Nao sera por acaso que os tipos invetaram o Viagra uma das maravilhas do seculo, dizem! Qual tensao arterial alta ou colesterol... Viagra obedeça a prescrição e deixem-se de intelectualidades! Imaginem depois de tanta proveta e artefactos em forma de dildo!!! M
13.
Acho q pode ser menos vivida do ponto de vista sentimental pq é mais analisada do ponto de vista do processo em si e das reacções em causa. Ou seja, por exemplo um ginecologista! Eu acho sempre q eles a fazerem sexo estão sempre a pensar "ah, agr se puser o dedo ali no lijfoifhwfqlkfjlqk da minha companheira aquilo tem lá muitos circuitos nervosos e ela vai gostar" em vez de "go with the flow", o que deve ser um bocado chato, coitados...
Enquanto q aqueles q não são cientistas abstraem-se mais de tudo enqt estão a fazer o amor. É mais naquela de "ok, trabalho àparte, agora é para pinocar!" Só. E chega! Resumindo: um cientista, se não se puser a pau, pode ser muito chatinho na sua vida amorosa! F
14.
eu diria que o einstein se aproveitou melhor da teoria da relatividadade na sua vida amorosa...és feio, isso é relativo, és mau na cama, isso é relativo, querido, entao e eu, isso é relativo e.... e tb imagino um cientista a fazer um protocolo antes e um mapa de resultados depois e a entregar um esquemazinho...e a dizer “mas por favor diz-me se errares” F
David Marçal
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cientistas ao Fórum

Reunimo-nos duas vezes por semana no Fórum Lisboa


Andamos pelo espaço


Ou caímos pelo chão


Activamos o corpo


O peito



E as vozes




Para estarmos disponíveis e preparados para as improvisações sobre os temas sugeridos



E assim irmos construindo o nosso espectáculo



Com o contributo e empenho de todos

Fotografias: David Marçal

Cientistas ao Fórum: Américo Duarte, Ana Castro, Ana Osório, Andrea Santos, Ângela Crespo, Catarina Francisco, Catarina Silva, Célia Santos, Cláudia Andrade, Cláudia Gaspar, Leonor Alves, Luís Branco, Mariline Justo, Pedro Ferreira, Rosana Rocha, Sónia Negrão, Virgínia Marques
Direcção: Romeu Costa e Joana LA


Texto: Joana LA
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Descobrir mentiras nos media

"É falado em português um dos primeiros cursos superiores de terapia quântica", anuncia com orgulho o jornalista João Pacheco de Miranda na peça sobre José Joaquim Lupi, transcrita no site da RTP onde se pode ver o vídeo.





Leandro Tessler, físico, desmonta ponto a ponto a total ausência de base científica no uso do tal aparelho fabuloso que permitiria scannar as entranhas dos sujeitos com um programa da NASA.


David Marçal, bioquímico, chama-lhe banha da cobra, e explica como o uso do termo quântico tem vindo a ser desbaratado para dar uma aura científica ao que nada disso usa, tentanto com essa usurpação justificar a própria existência.


Carlos Oliveira, astrofísico, lembra bem que testar o que quer que seja deve prever a possibilidade de resultado nulo, o que não acontece com esta terapia miraculosamente científica.


Luís Pedro Nunes, jornalista, sublinha o disparate de se dar importância, relevo e tempo de antena a uma charlatanice deste calibre camuflado de orgulho da diáspora portuguesa que eleva o nome da pátria além mar e além seriedade.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Descobrir mentiras no Museu

O Museu da Ciência de Coimbra promove encontros entre a Ciência e as famílias ao domingo de manhã, um programa concorrido, interessante e que abre o apetite para o almoço.




Num destes fins de semana o David Marçal foi lá mostrar as mentiras que se fazem passar de ciência e feitos que parecem mentira mas que a ciência e o engenho faz com sejam possíveis. Como ferver água numa caixa de papel.




segunda-feira, 18 de maio de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas?

Disto?

Ou isto?




Esta semana no grupo de trabalho do Teatro-Fórum falámos sobre o que os outros acham sobre o que nós fazemos. Só vale a pena ser cientista se for para descobrir a cura definitiva do cancro, a vacina para o HIV ou ganhar o prémio Nobel? (de preferência tudo ao mesmo tempo, se faz favor. E uma dose de batatas fritas)

Andam pais a financiar licenciaturas aos filhos para seguirem uma profissão que é mais uma paixão, entregam-se muito e ganham pouco, sem grandes garantias de futuro, para além de terem de levar com os vizinhos "mas afinal ela estuda ou trabalha?"

O primo afastado pergunta se lhe sintetizamos uns comprimidos fixes para o sábado à noite, não é para isso que serve a química, ou se trazemos bichinhos nos bolsos, daqueles que têm doenças e espalham o caos. Se já explodimos a cozinha da avó ou se passamos o dia na biblioteca a gastar os olhos e a perder o sol. Se com a engenharia genética dedicamos o tempo a produzir bagos de arroz do tamanho de abóboras ou se já clonamos pessoas às escondidas ali para os lados de Oeiras, onde ninguém vê. Quando falamos em trabalho de campo pensam que plantamos batatas, a física de partículas soa a insulto gratuito e convém esconder a formação em engenharia electrotécnica para não pensarem que se conserta frigoríficos e microondas.

O que é que os não-cientistas acham que é isto de andar a fazer ciência?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cientistas ao Palco na Sic Mulher

David Marçal fala sobre o projecto Cientistas ao Palco para a Noite Europeia dos Investigadores 2009 no Mundo das Mulheres, no dia em que se debatia "Quero ser cientista" também com a presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) Luísa Mota.

O David está a trabalhar com cientistas para criar espectáculos de Stand-up comedy e na fixação do argumento do Teatro-Fórum, ambos em Lisboa e com a c. q. d., e uma peça sobre evolucionismo em Coimbra, especialmente para a Noite dos Investigadores deste ano.





quinta-feira, 14 de maio de 2009

Para que serve a ciência?

At such a difficult moment, there are those who say we cannot afford to invest in science, that support for research is somehow a luxury at moments defined by necessities. I fundamentally disagree. Science is more essential for our prosperity, our security, our health, our environment, and our quality of life than it has ever been before.




- Barack Obama, no encontro anual da National Academy of Sciences, Washington D. C., Abril de 2009




o resto aqui

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cientistas de pé - o balanço do workshop de Stand-up Comedy (com rigor e números)

Pelo grupo de trabalho em Stand-up para a Noite dos Investigadores (Lisboa)


Fazendo uma análise da habitual pergunta em fichas de inscrição acerca da profissão do avô materno (e o formulário dos cientistas ao palco não foi excepção) conclui-se que o desemprego é um fenómeno recente.





No final do workshop de stand-up-comedy os participantes não cabiam em si de contentes. Mais fotografias aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Augusto Boal (1931-2009)

Pelo grupo de trabalho em Teatro-Fórum para a Noite dos Investigadores (Lisboa)

Augusto Boal morreu dia 2 de Maio às 2h40. Todos os que admiramos e multiplicamos as suas técnicas, o seu trabalho e a sua paixão - que são também agora as nossas - ficamos tristes pela sua partida mas gratos pela sua passagem.





Lembramo-lo com uma reportagem feita no ano passado, a propósito da nomeação ao Prémio Nobel da Paz (veio a ser atribuido ao finlandês Martti Ahtisaari).