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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Notícias do Inimigo Público abrem ciclo de reflexão sobre os media

David Marçal, autor de humor científico no suplemento do Público, é o primeiro convidado da iniciativa promovida pela Almedina Estádio Cidade de Coimbra. No dia Dia 28 de Outubro, às 21 horas.





De onde surgem as notícias falsas do Inimigo Público? Como se processa a desconstrução satírica das notícias? David Marçal levanta o véu sobre os mistérios da criação noticiosa humorística, na próxima 5.ª-feira, à noite, na livraria Almedina Estádio. A sessão, intitulada “As Notícias Falsas do Inimigo Público”, decorre no âmbito do ciclo de tertúlias “O Discurso dos Media”, que se vai prolongar até Dezembro. A entrada é livre.

Uma das primeiras “revelações” do convidado da livraria Almedina diz respeito aos critérios de selecção das notícias. “O que conta é a importância na actualidade noticiosa, os interesses e gosto dos autores”, adianta David Marçal. “Claro que há notícias que são mais satirizáveis do que outras: é muito difícil fazer humor sobre humor e é muito apetecível tudo o que contenha uma incongruência implícita”, acrescenta ainda.

“No caso da ciência, um critério importante é conseguir encontrar uma maneira de ligar um tema de ciência com outro assunto da actualidade”, revela David Marçal, autor de centenas de textos de sátira científica, desde o início da sua colaboração com o suplemento Inimigo Público, em 2003. “No caso das más notícias, o humor poderá funcionar como um escape”, acredita o jovem escritor, recordando que a aceitação do Inimigo Público pelo público em geral tem sido boa, como comprova a longevidade do suplemento (7 anos).

Licenciado em Química Aplicada e doutorado em Bioquímica, David Marçal irá também falar do ciclo noticioso em ciência. O antigo jornalista de ciência não esquece que, para divulgar um artigo científico, “há uma necessidade de adaptação do discurso, porque o formalismo necessário da linguagem científica pura e dura não é acessível à maioria das pessoas. Mas o percurso é longo e pode-se perder muita coisa na tradução!”, alerta David Marçal.

O Ambiente, a pseudociência e a importância da cultura científica como imperativo de cidadania são outros dos temas abordados por David Marçal, durante a primeira sessão do ciclo “O Discurso dos Media”.

A livraria Almedina propõe, com esta iniciativa, uma abordagem original à temática da comunicação. Com exemplos práticos e partilha de experiência, o ciclo de tertúlias vai focar as estratégias de comunicação empresarial (11 de Novembro), os desafios levantados pela comunicação nas redes sociais (25 de Novembro) e, ainda, no dia 9 de Dezembro, as emoções no discurso mediático. As sessões têm sempre início às 21 horas e são gratuitas.

Sobre David Marçal

Nascido em 1976, em Lisboa. Licenciado em Química Aplicada e doutorado em Bioquímica, fez investigação nos contextos académico e industrial. Foi, por um curto período, jornalista de ciência do Público e autor de temas científicos para crianças na revista “kulto”. Desde 2003 é autor de humor científico no suplemento satírico Inimigo Público, tendo escrito centenas de textos de sátira científica. Actualmente, desenvolve um projecto de comunicação de ciência recorrendo ao teatro e ao humor, tendo criado vários espectáculos nesse âmbito: é coordenador dos Cientistas de Pé (um grupo de stand up comedy com cientistas), co-autor do espectáculo de Teatro Fórum "De que falamos quando falamos de cientistas" levado à cena no Teatro Nacional D. Maria II, autor dos monólogos satíricos "Stupid Design" e "Método do Bosão de Higgs", ambos criados para o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Foi vencedor do "Prémio Químicos Jovens / Gradiva 2010" da Sociedade Portuguesa de Química, e do "Prémio Ideias Verdes 2010", promovido pela Fundação Luso e pelo Jornal Expresso

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O que é o Método do Bosão de Higgs?



O Método do Bosão de Higgs é uma sátira à pseudociência, à chalatanice mascarada de ciência. Pretende ser um convite à reflexão sobre o uso de linguagem aparentemente científica no marketing, muitas vezes induzindo no consumidor convicções que não têm sustentação científica.

Todos temos que fazer decisões de consumo e o espectáculo faz várias referências à utilização de argumentos científicos no marketing, esperando despertar um cepticismo saudável em relação a auto-proclamadas propriedades fantásticas de um determinado creme ou iogurte.


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O Método do Bosão de Higgs é um texto original de David Marçal, encenado por Amândio Pinheiro e interpretado por Sara Paz. Conta ainda com a participação especial de cientistas através de videos que intercalam a acção ao vivo.

O meu interesse principal como autor é escrever humor sobre temas científicos. O humor é um excelente veículo para transmitir informação, porque as pessoas ficam mais receptivas quando se estão a rir. O principal desafio é fazer o equilíbrio entre uma perspectiva científica consistente e a liberdade artística do teatro.

- David Marçal



O Método do Bosão de Higgs
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Largo Marquês de Pombal, Coimbra
21h30 e 23h00
24 de Setembro
Entrada livre

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Método do Bosão de Higgs





Venha conhecer um método desenvolvido nos melhores e maiores aceleradores de partículas do mundo e que o pode ajudar a viver melhor. O método do bosão de Higgs contempla uma dieta que segue os mais avançados princípios da física de partículas, uma farmacologia quântica que permite tratar a maioria das patologias (incluindo a melancolia invernal), um creme anti-rugas relativista com partículas à velocidade da luz e um escudo iónico que protege da radiação cósmica (tão prático como um vulgar guarda-chuva). Um espectáculo que aumenta a sua longevidade média, recomendado por 9 em cada 10 físicos teóricos. Os espectadores deste espectáculo têm menos 0,5% de probabilidades de partir uma perna.

Texto: David Marçal
Encenação: Amândio Pinheiro
Interpretação: Sara Paz
Video: Patrícia Saramago
Produção: causa.ac
Largo Marquês de Pombal, Coimbra
21h30 e 23h00
24 de Setembro
Entrada livre

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cientistas ao Palco do Teatro da Trindade

No próximo dia 17 de Junho vai poder ver Stupid Design e Nascer da Evolução no Teatro da Trindade, a partir das 20h30. Antes conversarão sobre o projecto Cientistas ao Palco David Marçal, André Levy, Joana Lobo Antunes e Romeu Costa.


Informações e reservas
213420000/927982834
bilheteira.trindade@inatel.pt



18h Tertúlia dedicada ao projecto “CIENTISTAS AO PALCO”
Conversa com David Marçal, André Levy, Joana Lobo Antunes e Romeu Costa.
O projecto “Cientistas ao Palco” inseriu-se na Noite dos Investigadores 2009 e envolveu 4 cidades (Lisboa, Porto, Coimbra e Faro). Utilizando técnicas teatrais como o teatro de marionetas, teatro do movimento, teatro fórum, stand-up comedy, os próprios cientistas -dirigidos por profissionais e especialistas em cada uma das áreas abordadas - foram actores e dramaturgos.



20h30 h STUPID DESIGN E NASCER DA EVOLUÇÃO

Espectáculos em formato conferência que, partindo do conhecimento científico e da polémica sobre a Evolução, divulgam a ciência de uma forma insólita: projectam, no futuro, um mundo onde a humanidade se desvia da prática cientifica para voltar a mergulhar nas trevas.
textos: David Marçal, André Levy
encenação: Amândio Pinheiro
com: Carlos António, Cláudio Silva

participação especial em vídeo dos investigadores: Adérito Araújo, Ângelo Tomé, Ana Luísa Cardoso, Ana Rita Álvaro, Alexandrina Ferreira Mendes, Carlos Fiolhais, Cláudia Cavadas, Elisabete Augusto, Elsa Henriques, Raquel Ferreira, Paulo Gama Mota, Sara Trabulo, Sónia Duarte, Teresa Girão, Teresa Rosete
produção: Causa A.C e C.Q.D







Mais sobre o Nascer da Evolução e Stupid Design aqui

Toda a programação do Teatro da Trindade aqui

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cientistas ao Palco de Coimbra

Os espectáculos Stupid Design e Nascer da Evolução voltam a subir a cena
Museu da Ciência de Coimbra
25 e 26 de Novembro
Entrada livre


STUPID DESIGN
Um conjunto excepcional de circunstâncias permite a um conferencista que habitualmente não é convidado para encontros científicos apresentar uma teoria alternativa à Evolução para explicar a biodiversidade. É também explicado para que é que servem os mamilos dos machos e os pêlos nas orelhas. Serão apresentadas evidências científicas, distribuídos cartões profissionais e será sorteado na presença de um representante do Governo Civil (ainda não confirmado) um fim-de-semana para casais no deserto do Negev (sujeito ao stock existente).
Trata-se de uma sátira às teorias do “desenho inteligente” (ou intelligent design) que procuram travestir o criacionismo como ciência O espectáculo procura demonstrar que não é o formalismo e a complexidade de linguagem que tornam uma teoria científica. A base da ciência é a prova.

Texto David Marçal\Encenação Amândio Pinheiro\Interpretação Carlos António \Figurinos Maria Gonzaga\Financiamento União Europeia, Programa Marie Curie\Apoios Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

NASCER DA EVOLUÇÃO
A acção decorre num mundo futurista não muito distante em que as teorias do criacionismo e do desenho inteligente prevaleceram sobre a Evolução, que é vista como uma teoria retrógada e obsoleta. Neste contexto, o médico e investigador João Honório acaba por descobrir através da sua prática clínica que as bactérias podem desenvolver resistência a antibióticos - o que é um exemplo de evolução. Cai em desgraça na comunidade científica e vê-se remetido ao seu corpo como último reduto para prosseguir os seus trabalhos de investigação.
O espectáculo faz uma alusão implícita aos movimentos crescentes, especialmente nos EUA (felizmente ainda com uma expressão limitada em Portugal) que procuram fazer passar o Desenho Inteligente (a ideia de que a biodiversidade resulta de uma criação inteligente) como uma teoria científica. É também uma abordagem sobre a capacidade de as bactérias desenvolverem resistência aos antibióticos, e a importância da utilização responsável de antibióticos.
O Dr. João Honório é interpretado pelo actor Cláudio Silva. Os restantes personagens são interpretados por 14 investigadores da Universidade de Coimbra, que participam no espectáculo através de vídeos que intercalam a acção ao vivo.

Texto André Levy\a partir de uma ideia de David Marçal\Encenação Amândio Pinheiro \Interpretação Cláudio Silva\Participação especial em vídeo dos investigadores Adérito Araújo, Ângelo Tomé, Ana Luísa Cardoso, Ana Rita Álvaro, Alexandrina Ferreira Mendes, Carlos Fiolhais, Cláudia Cavadas, Elisabete Augusto, Elsa Henriques, Raquel Ferreira, Paulo Gama Mota, Sara Trabulo, Sónia Duarte, Teresa Girão, Teresa Rosete\Vídeo João Leal e José Pedro Magano\Cenografia Maria Gonzaga e Museu Nacional da Ciência e da Técnica de Coimbra\Financiamento União Europeia, Programa Marie Curie\Apoios Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

SOBRE OS AUTORES
André Levy é um biólogo evolucionista e actor. David Marçal é bioquímico e autor de diversos textos de humor científico, publicados no Inimigo Público.

25 e 26 de Novembro
21h30 Stupid Design
22h30 Nascer da Evolução
Museu da Ciência
Laboratório Chimico
Largo Marquês do Pombal
Coimbra
ENTRADA LIVRE